Isolado em seu
castelo na antiga Escócia, agora parte do Reino Unido, o velho Lord (título
concedido pelo Rei) sentia um vazio em sua existência. Tinha conquistado tudo o
quê precisava para sentir-se verdadeiramente feliz e realizado: posses, terras
(o bem mais precioso de todos os tempos), ouro e serviçais leais.
Porém o clamor de
seu espírito pediu algo mais... Atribuía seu sucesso material à sua capacidade
de gerenciamento de crises, e não a qualquer ser invisível que outros chamavam
de deuses, ou a crendice da “sorte”. Sua esposa lhe dedicara fiel amor durante
toda sua vida, e ao partir deste plano deixou uma saudade boa, repleta de
lembranças agradáveis, que não lhe permitiam a tristeza ao recordar.
Em uma de suas
noites de angústia injustificada teve um sonho. Sonhou que os pobres tomavam
seu castelo e repartiam todo o seu ouro. Desesperado perguntava a um e outro: “O
quê vão fazer com esse ouro?” E ouvia sempre a mesma resposta: “Vamos
comprar comida!”. “E depois?” insistia com o interlocutor,
e novamente uma resposta igual: “Não sabemos!”










